Com objetivo de dissipar rumores de que poderá ser candidato à presidência da República, o prefeito de São Paulo (SP), João Doria Junior (PSDB), descartou concorrer ao Palácio do Planalto.

Em entrevista concedida à imprensa, Doria declarou que seu candidato a presidente é o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), padrinho político do prefeito.

João Doria afirmou que seu desejo é ficar quatro anos na prefeitura, dizendo também que seu compromisso em 2018 é com o projeto de Alckmin ao Planalto.

Também na semana passada, ao ser questionado se deseja ser candidato à presidência da República, Geraldo Alckmin afirmou que “não seria verdadeiro se declarasse que não deseja o cargo”. Porém, enfatizou que cargo majoritário “não é fruto da vontade pessoal, mas sim de uma vontade coletiva”.

Embora João Doria tenha afirmado que deseja ser prefeito de São Paulo por quatro anos, a avaliação positiva de sua administração somado ao desgaste das lideranças do PSDB podem abrir espaço para voos políticos maiores.

No cenário atual, Doria não irá pleitear uma candidatura presidencial para não colidir com o projeto de seu padrinho: o governador Geraldo Alckmin. Porém, caso Alckmin e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) fiquem inviabilizados politicamente de concorrerem ao Planalto, Doria pode sim despontar como alternativa.

Também é cogitada a possibilidade de, caso Aécio não seja candidato, a cúpula nacional do PSDB, que tem resistências ao nome de Alckmin, patrocinar o nome de Doria contra seu padrinho político.

Outra possibilidade para o prefeito é ser candidato a governador, caso o senador José Serra (PSDB-SP) ou o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), não queiram concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, o que deixaria os tucanos sem alternativas competitivas no maior colégio eleitoral do país.

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